terça-feira, 13 de agosto de 2013

UVAS


Mesmo em um terreno pequeno dá para ter uma bela videira em casa. Além dos frutos, que são maravilhosos, é uma  planta ornamental que pode ser cultivada em
vaso desde que tenha, no mínimo, 40 cm de diâmetro, e uma treliça. O cultivo de uvas em casa não é uma tarefa fácil. Você precisa estar familiarizado com as técnicas de plantio e ter paciência porque o cultivo é demorado. Mas se você quer ter uvas para seu próprio uso, melhor aprender a cuidar das suas deliciosas uvas.
É preciso saber que todos os tipos de uvas necessitam de uma condição especial para crescer, e há alguns tipos adequados somente para uso específico. Algumas espécies de uvas podem suportar invernos rigorosos, outros não. Alguns precisam de muito espaço para o crescimento de raízes, outros não. Verifique seu quintal, se ele tem uma área suficiente para o plantio. As três coisas importantes que você deve ter no seu quintal são luz solar direta, resistência do ar e sistema de drenagem. A planta apresenta boa adaptação em regiões com temperaturas de 15 a 30 graus.
É necessário cavar um buraco profundo o suficiente para as raízes, colocar a planta e por cima a terra. Separe cada muda de oito a dez metros de distância. Regue com frequência durante o primeiro mês para ajudar as videiras se estabelecer no solo. O solo deve ser leve, profundo, sem a presença de rochas grandes e camadas impermeáveis de argila, e com boa drenagem.
O próximo passo é treinar a videira para crescer em uma treliça. Quando a planta atinge a primeira treliça, deve-se aponta-la para cima. Leva algum tempo para treinar a uva. A videira precisa de podas de formação e de produção. A de formação é executada desde o plantio da muda até a planta ganhar o tamanho e o formato desejados.
A poda serve para manter o equilíbrio entre a vegetação e a frutificação. Faça anualmente, quando a planta estiver no período de repouso, ou quando surgirem os primeiros brotos nas pontas dos ramos. A poda da parreira é feita na época da dormência da planta, o que ocorre no inverno, pouco antes da brotação e quando ainda não há folhas.
A escolha da poda, entre os diversos tipos que existem, depende principalmente da espécie cultivada e da região. De maneira geral, nas uvas americanas ou híbridas, como bordô, isabel, niágara branca, niágara rosada e concord, é feita a poda mista, na qual são deixadas alternadas varas (ramos mais longos, com seis a sete gemas) e esporões (ramos curtos, com até duas gemas). Se a parreira for vigorosa, mais varas podem ser deixadas.
A poda na lua minguante influencia as raízes, porque não ocorre vazamento de seifa, coisa que acontece em outras luas com maior ou menor intensidade. Aproveite também para cuidar do tronco da parreira, limpando fungos, musgo e outros. 
A época da poda depende de vários fatores, entre os quais o tamanho do vinhedo, a topografia do terreno, concorrência com outras atividades na propriedade, umidade do solo e objetivos da produção.
Nas regiões expostas a geadas tardias poda-se tarde, quando as gemas das extremidades dos sarmentos já estão brotadas; nos climas temperados, durante o inverno; e podam-se tarde as videiras vigorosas e cedo, as fracas. As podas excessivamente precoces ou demasiadamente tardias são debilitantes para a videira e retardam a brotação.
Geralmente a colheita inicia-se após o terceiro ano da uva. Não se deve colher cedo demais, ou você terá uma uva azeda. O cultivo de uvas em casa pode levar anos de trabalho persistente. Mas com os cuidados apropriados com as videiras, as uvas terão sabores doces e incríveis.
Para garantir a qualidade das uvas, compre mudas de produtores confiáveis. Variedades comuns, como niágaras e isabel, podem ser propagadas por estacas da própria cultivar, sem precisar de enxertia. Além disso, elas são menos sensíveis às pragas e doenças e mais adequadas a pequenos espaços.
Existem dois períodos indicados para o plantio. Se a muda for um enxerto de raiz nua, a melhor época é de julho a agosto. Se for muda de torrão, pode ser feito em qualquer época, desde que seja possível irrigar. Caso contrário, a época recomendada ao cultivo é de outubro a dezembro.
Mesmo sendo considerada uma cultura de clima temperado, a videira apresenta ampla adaptação climática. Apresenta melhor desenvolvimento em regiões de clima mediterrâneo, sendo, verões secos e quentes, e invernos frios e chuvosos.
A videira é uma planta sarmentosa, sendo a fruta mais produzida no mundo. Pertence à família Vitaceae e ao gênero Vitis, se apresentando em espécies diversas, destacando-se a vitis vinífera, que produz frutos apropriados à produção de vinho, de origem europeia – e a vitis labrusca e outras, adequadas para servir de porta-enxerto ou para produzir uvas de mesa, sendo originárias da América do Norte.
Do volume total de uvas produzido no mundo, cerca de 80% é usado no fabrico de vinhos e outras bebidas alcoólicas, 10% para o consumo como fruta fresca, 5% no fabrico de uvas passas e 5% para fabricação de sucos. No Brasil, cultiva-se em torno de 70.000 hectares, sendo mais da metade no Rio Grande do Sul, principalmente na exploração de uva para processamento.
A videira necessita de um período de repouso hibernal para desenvolvimento adequado, crescimento vegetativo vigoroso e boa frutificação. O repouso é induzido por condições de baixas temperaturas nas regiões de clima subtropical e temperado, e por déficit hídrico em regiões de clima tropical semi-árido.
Os defensivos químicos somente devem ser utilizados em situações de necessidade comprovada, quando a praga ou doença estiver em níveis de dano econômico, com o máximo de segurança para o aplicador, o consumidor final e o meio-ambiente. Como ocorre a frutificação, é natural, com a presença de abelhas ou inseto polinizador, então a videira se vê beneficiada pela atuação das abelhas como insetos polinizadores.
As uvas possuem diversas propriedades benéficas à saúde. Elas protegem o sistema circulatório e o coração; têm propriedades antioxidantes, o que significa que impedem a ação de radicais livres no organismo; apresentam características antiinflamatórias; inibem a aglomeração das plaquetas sanguíneas, reduzindo os riscos de ocorrência de infartos e derrames; além de impedir alguns processos desencadeadores do câncer. A fruta ainda é boa fonte de vitamina C e do complexo B, rica em minerais como magnésio, enxofre, ferro, cálcio e fósforo.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

ACEROLA





A acerola (Malpighia emarginata ou Malpighia glabra), conhecida popularmente como cereja-das-antilhas ou cereja-de-barbados, tem origem nas Antilhas, América Central e norte da América do Sul. Existem diversas espécies de acerolas, porém as mais plantadas no Brasil são: cabocla, cereja, apodi, frutacor, olivier, roxinha e rubra. É uma fruta típica de regiões tropicais e subtropicais, pois necessita muito dos raios solares no seu processo de vida.
CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA: reino: Plantae, divisão: Magnoliophyta, classe: Magnoliopsida, ordem: Malpighiales, família: Malpighiaceae, gênero: Malpighia, espécie: M. glabra. 
Por ser uma planta muito rústica e resistente, ela se espalha facilmente por várias áreas tropicais, subtropicais e até semiáridas. Os solos mais indicados para a acerola são os de textura argilo-arenoso, profundos e bem drenados.
A acerola, quando madura, tem uma variação de cor que vai do alaranjado ao vinho, passando pelo vermelho. O fruto nasce na aceroleira, cujo arbusto alcança até 3 metros de altura, seu tronco se ramifica desde a base e cuja copa é bastante densa com pequenas folhas verde-escuras. Suas flores, de cor rósea-esbranquiçada, são dispostas em cachos e têm floração durante todo o ano. Após três ou quatro semanas, se dá sua frutificação.
As covas de plantio devem ter as dimensões de 0,40 x 0,40 x 0,40 m. A adubação na cova deve conter 20 litros de esterco de curral e 300 g de superfosfato simples. O plantio deve ser feito preferencialmente na época chuvosa, que na região sudeste da Bahia, corresponde ao período de maio a agosto. A adubação é feita de acordo com as análises químicas do solo.
No Brasil, o cultivo de acerolas teve um forte crescimento nos últimos 20 anos, sendo hoje uma importante cultura da Região Nordeste, também é cultivada em escala comercial em Porto Rico, Havaí e Jamaica.
Possui efeito antioxidante, estimulante em caso de doenças infecciosas e remineralizante. No tratamento e na prevenção de doenças infecciosas como a gripe, a angina, a fadiga, entre outros. Os índios da Amazônia a utilizam contra a diarréia e ditúrbios hepáticos. Um homem pode colher até 50 kg de frutos/dia.
O fruto tem sua superfície lisa ou dividida em três gomos. Possui três sementes no seu interior, com tamanho variando de três a seis cm de diâmetro. O sabor é levemente ácido e o perfume é semelhante ao da maçã.
Possui vitaminas A, B1 (tiamina), B2 (riboflavina), B3 (niacina), cálcio, fósforo, ferro e, principalmente, vitamina C, que, em algumas variedades, chega a estar presente em até 5 gramas por 100 gramas de polpa. Este valor chega a ser 80 vezes superior ao da laranja e ao do limão.
Pode ser encontrada em comprimidos para ingerir, mastigar ou em solução bebível. É uma fruta atrativa pelo seu sabor agradável, consumida tanto in natura como industrializada, sob a forma de sucos, sorvetes, geleias, xaropes, licores, doces em caldas entre outras.
A colheita é feita manualmente. Os frutos, quando maduros, estragam rapidamente e devem ser consumidos até três dias após a colheita. A alta perecibilidade e acidez dos frutos, no entanto, restringem seu consumo fresco.
Novas variedades buscam conquistar o paladar dos consumidores e ampliar o consumo in natura da fruta, enquanto pesquisas desenvolvem o pó da acerola verde como fonte natural de vitamina C.
As variedades de acerola são classificadas em doce ou ácida. Nesta classificação, os frutos que produzem mais que 1.000 mg de ácido ascórbico (vitamina C) por 100 g de suco é que são considerados satisfatórios.
Pesquisas analisam o aproveitamento do pó de acerola verde como fonte natural de vitamina C. Como o teor da vitamina decresce com o amadurecimento do fruto, pesquisadores testam a secagem (desidratação) e encapsulamento do pó do fruto verde, utilizando-o para enriquecimento de alimentos ou complemento vitamínico.


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

A GRAVIOLA






A graviola, de nome científico Annona muricata L., é uma planta originária das Antilhas, Caribe e América Central, sendo que a Venezuela é o maior produtor sul americano da fruta. É amplamente cultivada em várias partes do mundo onde predominam climas quentes e úmidos. No Brasil é muito cultivada na Amazônia, onde se encontra em estado silvestre, é uma fruta também conhecida como jaca-do-pará ou jaca-de-pobre.
Características: pertence ao reino: Plantae, divisãoMagnoliophyta, classeMagnoliopsida, ordemMagnoliales, famíliaAnnonaceae, gêneroAnnona da espécieAnnona muricata.


A graviola é uma árvore de pequeno porte (atinge de 4 a 6 metros de altura) e tem uma copa com diâmetro de dimensões semelhantes. Por isso, em sua fase adulta necessita de uma área disponível de aproximadamente 25 m2. É encontrada em quase todas as florestas tropicais, com folhas verdes brilhantes e flores amareladas, grandes e isoladas, que nascem no tronco e nos ramos, prefere climas úmidos e baixa altitude. 

A graviola é utilizada na medicina por ser uma fonte rica em fibras e vitaminas, sendo o seu consumo recomendado em casos de prisão de ventre, diabetes e obesidade, gastrite, úlcera, problemas digestivos, doenças no fígado, hipertensão, depressão, insônia, enxaquecas, gripes , vermes, diarreia e reumatismos.
O fruto (muito suculento) possui um formato oval, com a casca na cor verde-escuro e coberto de “espinhos”. A parte interna é formada por uma polpa branca com o sabor levemente adocicado e ácido, sendo utilizado na preparação de vitaminas e sobremesas. São frutos grandes, chegando a pesar entre 750 gramas a 8 quilos e que florescem o ano todo, de sabor muito delicado e considerado por muitos, semelhante ao sabor da abóbora.
Nutricionalmente é uma fruta rica em carboidratos, especialmente a frutose. Também contém quantidades significativas de vitamina C, B1 e B2. Além disto, muitos compostos bioativos e fitoquímicos têm sido encontrados na graviola. Pesquisas afirmam que a anonacina presente na graviola possui efeitos anticancerígenos. 

A graviola comumente é consumida crua ou transformada em bebidas, doces, cremes, sorvetes, mousses, polpas, merengues, entre outros alimentos. É muito apreciada por conter baixas calorias. Cada 100g da fruta contém em média 60 calorias. O chá das folhas também é muito apreciado e são usados geralmente para induzir o sono.
A propagação da graviola pode ser feita por meio de sementes, estacas, enxertia ou alporquia. O último método de propagação é o mais recomendado, e um dos métodos mais antigos usados para a reprodução de plantas.


sexta-feira, 26 de julho de 2013

CAJU (Anarcadium occidentale)

 
O caju, muitas vezes tido como fruto do cajueiro, na verdade, trata-se de um pseudofruto. O que entendemos popularmente como "caju" se constitui de duas partes: o fruto propriamente dito, que é a castanha; e seu pedúnculo floral, o pseudofruto, um corpo piriforme, amarelo, rosado ou vermelho.
O nome caju é oriundo da palavra indígena “acaiu”, que em tupi quer dizer “noz que se produz”. O cajueiro é uma árvore de médio porte, podendo alcançar até 20 metros de altura. A colheita ocorre de julho a dezembro, podendo em alguns casos estender-se até maio. Quando maduro, o caju apresenta cor amarela, vermelha ou roxo-amarelada.
É muito cultivado em climas tropicais, principalmente no Brasil, Índia e alguns países africanos, como Moçambique, Tanzânia e Quênia. Também é conhecido como anacardo, acaju, acajuíma, marañon, cashew, entre outros nomes populares.
O caju, o pseudofruto, é suculento e rico em vitamina C e ferro. Depois do beneficiamento preparam-se sucos, mel, doces, passas, rapaduras, entre outros. Como seu suco fermenta rapidamente, pode ser destilado para produzir uma aguardente, o cauim. Dele também são fabricadas bebidas não alcoólicas, como a cajuína.

O fruto propriamente dito é duro e oleaginoso, mais conhecido como castanha de caju, cuja semente é consumida depois do fruto ser assado, (para remover a casca) ao natural, salgado ou assado com açúcar. A extração da castanha de caju depois de seca, é um processo que exige tempo, método e mão-de-obra.
O líquido da castanha de caju, depois de beneficiado é utilizado em resinas, materiais de fricção, em lonas de freio e outros produtos derivados, vernizes, detergentes industriais, inseticidas, fungicidas e até biodiesel.

Propriedades Nutricionais: rico em vitamina C, o caju é uma fonte de betacaroteno
(vitamina A), vitaminas do complexo B e dos minerais, cálcio, magnésio, manganês, potássio,
fósforo e ferro.
Propriedades Medicinais: o caju fornece um potente antioxidante, vitamina C, que também previne resfriados e ajuda na cicatrização de feridas e lesões. Além disso, auxilia na contração muscular, pelo seu conteúdo em minerais. Das folhas novas do cajueiro pode se extrair um suco muito utilizado contra aftas e cólicas intestinais. A raiz pode ser utilizada na medicina como laxante. Pode ser utilizada também para combate ao diabetes, infecção da garganta, baixar o colesterol e triglicérides, suplemento nutritivo, cansaço dos pés, eczemas, reumatismos, úlceras, verrugas, calosidades, entre outras.
A castanha de caju é muito utilizada na culinária brasileira, principalmente no Norte e Nordeste do Brasil, regiões do país de onde o cajueiro é uma planta nativa. O caju também é utilizado nas culinárias tailandesa, chinesa e indiana. Na cozinha indiana, as castanhas de caju são usadas para enfeitar doces e outras preparações.
Na região de Goa, na Índia, uma popular bebida conhecida como Feni é produzida a partir da castanha de caju, que é fermentada e o suco obtido pela fermentação passa por dupla destilação. O caju também é muito utilizado nas Índias Ocidentais para fazer ponche e outras bebidas.
O Cajueiro faz parte da Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (RENISUS), constituída de espécies vegetais com potencial de avançar nas etapas da cadeia produtiva e de gerar produtos de interesse do Ministério da Saúde do Brasil.