quinta-feira, 18 de setembro de 2014

CÓLEUS

Cóleus (Solenostemon scutellarioides) é uma espécie de planta perene e ornamental da família das lamiáceas, originária do Sudeste Asiático, conhecida também como cóleo e coração-magoado. As plantas de cóleus foram descobertas primeiramente sendo cultivadas na colônia holandesa de Java por Karl Ludwig Blume. Atualmente, existem 150 diferentes variedades da planta disponíveis. Ela é considerada uma planta anual e parte da família da hortelã. Elas poderão ser difíceis de cuidar e deverão ter o ambiente ideal para florescerem corretamente.

É uma planta muito fácil de se propagar por meio de estacas, podendo atingir em torno de 40 a 90 cm de altura. Ela gosta de sombra parcial, mas pode obter um pouco de luz solar direta, pois é intolerante ao frio.
O cóleus é uma planta herbácea semi-arbustiva, de caule lenhoso na base, formato quadrangular na parte apical, muito apreciada pelo colorido de suas folhas. Originou-se da hibridização entre espécies do gênero Solenostemon, como S. laciniatus e S. bicolor e atualmente conta com numerosas cultivares. Suas folhas são grandes, macias e podem apresentar diversas cores e combinações entre amarelo, vermelho, rosa, roxo, verde e marrom. É interessante observar que as cores das folhas podem formar degrades ou contrastar bruscamente. As flores azuladas surgem em inflorescências do tipo espiga, acima da folhagem, em qualquer época do ano e têm importância ornamental secundária.
As cores vivas desta vistosa folhagem podem ser aproveitadas em diversos ambientes. No jardim, ela poderá formar maciços ou conjuntos, além de bordaduras junto a muros. Em pátios e varandas, ou em uma janela bem iluminada, o cóleus será uma espécie muito decorativa, podendo ser plantado em vasos ou jardineiras. Em climas quentes, é possível desfrutar de sua beleza colorida o ano todo. É uma planta de baixa manutenção, não exigindo podas e tolerando um pouco a estiagem. Atinge cerca de 40 a 90 cm de altura, de acordo com a variedade.
Deve ser cultivada em substrato bem drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Adubações a cada 15 dias são suficientes para que a planta cresça bonita. Apesar de perene, o cóleus deve ser replantado bienalmente, pois perde a beleza com a idade.
Periodicamente é necessário realizar uma poda para a retirada de inflorescências ou de ramos que sairam muito da forma arredondada. O cóleus tem grande número de sementes que podem ser usadas para fazer a multiplicação de mudas. As plantas oriundas de sementes na maioria das vezes é uma combinação de cores e desenhos nas folhas, devido ao casamento das flores.
Para você obter uma réplica da planta gerada pela combinação de cores, será necessário retirar estacas de ponteiro do ramo, tirando parcialmente as folhas para evitar a perda de umidade, colocar em areia úmida e cultivo protegido do sol e cobrindo com saco plástico para evitar a perda de umidade. Quando você notar que começam a se desenvolver as novas folhas, é sinal que a estaca está com raízes.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

SÂNDALO




 Sândalo é uma madeira aromática de espécies da família Santalaceae, oriundas do Sudeste AsiáticoA árvore do sândalo (Santalum album) é originário da Índia e outras partes da Ásia e, atualmente, é plantada em outros lugares do mundo, em especial na América A sua madeira é conhecida por seu entalhe para esculturas e porque dela se obtém óleos voláteis que são usados em perfumaria. O sândalo originário da Índia é a que produz a melhor madeira e os melhores óleos aromatizantes. É uma árvore de folha perene e que pode crescer até aos 20 metros. Tem casca castanha escura, por vezes quase negra. As árvores novas apresentam a casca lisa mas nas árvores mais velhas, surgem rasgos mais ou menos profundos.  As folhas são ovais ou ovais-elípticas, verde brilhante e sem pêlos. As flores são pequenas e vermelhas ou violetas e sem aroma. O fruto é uma pequena drupa com cerca de 1 cm de diâmetro, vermelha, quase negra quando completamente madura. No centro encontra-se um caroço ou semente. 

Para semear usa-se uma caixa com uma mistura de areia e matéria orgânica bem decomposta, como por exemplo, o húmus que encontramos sob as folhas de baixo das árvores. Antes de enterrar a semente deve-se esfregá-la um pouco contra uma lixa fina, de modo a facilitar a entrada de água e acelerar a germinação. Esta operação não pode atingir o interior da semente e o embrião. Coloca-se depois a semente no solo de modo que um terço fique de fora. A germinação pode levar 10 dias ou mais. Mantenha-se o solo úmido mas não encharcado, e em um local fresco. As espécies que são cultivadas no resto do mundo não são tão próximas a espécie hindu, porém também recebem o nome de sândalos e sua madeira é também aromática. Na Índia, o sândalo é uma árvore sagrada, e o governo a tem declarado como propriedade nacional para preservá-la da depredação ao qual tem sido exposta. Só é permitido o seu corte quando o exemplar possuir mais de trinta anos, momento em que naturalmente começa a morrer. Um tronco do sândalo demora 25 anos para adquirir uma espessura de 6 cm. A madeira do sândalo, quando recém cortada, apresenta coloração amarela, porém com o tempo adquire uma coloração marrom mais escura. Quando seca, não se racha e é de fácil tratamento em carpintaria pois fumega com facilidade. É uma madeira dura, de densidade aproximada de 950 kg/m³ , que seca lentamente, e é resistente a fungos e insetos. 
Na China, Índia e Birmânia existem muitos templos construídos com a madeira do sândalo e na Índia ela é utilizada ainda em cremações e como proteção ao mal. O Sândalo também é conhecido como uma planta medicinal, (Sândalo-branco ou Sândalo-indígena), muito utilizada para ajudar no tratamento de doenças do sistema urinário, problemas de pele ressecada, acne e bronquite. Serve para ajudar no tratamento de infecções urinárias, garganta inflamada,  cistite crônica, depressão, fadiga, inflamação dos rins, infertilidade, tuberculose e tosse. As propriedades do Sândalo incluem sua ação calmante, aromática, fixadora, desinfetante, antimicrobiana, adstringente, antisépticadiurética, expectorante, sedativa, refrigerante e tônica. 

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

JASMIM


Além do colorido das flores e da forma das folhagens, outro atrativo dessas plantas é seu perfume, cujo nome quer dizer “felicidade celestial”.
Jasmim é o nome comum pelo qual são conhecidas as espécies do gênero Jasminum L., da família das oleaceae, nativas do Velho Mundo, provavelmente originária do Irã. Seu nome vem do árabe Yasamin, que por sua vez foi emprestado do persa. São em sua maior parte arbustos ou lianas, de folhas simples ou compostas.
As flores são tubulares, com pétalas patentes, raramente maiores do que dois centímetros de diâmetro, quase sempre muito perfumadas. Quase todas as espécies possuem flores brancas, mas há algumas de flores amarelas ou rosadas.
Há séculos o jasmim, no Oriente, é considerada como o símbolo da beleza e da tentação das mulheres. Na Índia, Kama, o deus do amor, chegava a suas vítimas por setas acompanhadas de flores de jasmim. Cleópatra teria ido ao encontro Marco Antônio em um barco cujas velas foram revestidas com essência de jasmim.
O jasmim é uma trepadeira de textura semi-herbácea, bastante ramificada e de crescimento rápido. Seus ramos avermelhados apresentam folhas pinadas, com 5 a 9 folíolos verdes, de formato lanceolado. As inflorescências são axilares, em panículas e com numerosos botões cor-de-rosa que se abrem em pequenas flores brancas. As flores são rosadas por fora e brancas internamente, com 5 pétalas patentes e exalam um perfume adocicado.
É a planta perfeita para jardins românticos e clássicos, sua folhagem e florescimento são de uma beleza delicada e seu perfume suave aguça os sentidos. Indicada para cobrir caramanchões, colunas, pórticos, muros, treliças e grades, deve-se aproveitá-la em locais de tráfego ou descanso que permitem aproveitar seu perfume. A floração pode ocorrer no outono, inverno ou primavera de acordo com o clima.
O jasmim deve ser cultivado sob sol pleno, em solo fértil, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado a intervalos regulares. Aprecia o clima ameno, florescendo mais abundantemente. Necessita podas de limpeza anuais, que a deixarão sempre viçosa e florífera. Multiplica-se por estaquia dos ramos semi-lenhosos, cortados após a floração. Também pode ser propagada por sementes, mergulhia e alporquia.
A maior produtora de jasmins do mundo é a Índia mas a China sempre foi uma grande produtora de jasmim. Seu aroma é, juntamente com a rosa um dos aromas pilares da perfumaria.  Na China mistura-se flores de jasmim a folhas de chá, e a combinação de sabor e aroma resultante é muito apreciado.
Dentre as espécies mais populares de jasmim, destacam-se:
·         Jasminum azoricum, ou Jasmim-dos-açores
·         Jasminum mesnyi, ou Jasmim-amarelo (sem aroma)
·         Jasminum nitidum, ou Jasmim-estrela
·         Jasminum officinale, ou Jasmim-verdadeiro
·         Jasminum polyanthum, ou Jasmim-dos-poetas
As pequenas flores brancas desse arbusto perene, em forma de videira, também são conhecidas como o senhor da noite e como "luar da floresta", porque seu aroma sedutor se intensifica nas horas noturnas.
Até mesmo a produção de seu óleo essencial é exótica. As flores são recolhidas à noite, quando produzem mais óleo, e depositadas sobre uma camada de gordura para o método de extração conhecido como "enfleurage". O óleo primeiro é produzido em formato sólido e depois a gordura é extraída da mistura. Por mais que os químicos tentem, o aroma não pode ser reproduzido. O jasmim sintético é tão forte que demanda uma dose do óleo essencial natural para atenuá-lo. 

Venha até a Flora Morumby e escolha a sua espécie de Jasmim preferida.







sexta-feira, 8 de agosto de 2014

CRAVINA


Também chama de Dianthus chinensis, essa pequena planta florífera nata da Ásia se caracteriza graças a presença de lindas flores formadas por várias pétalas longas que geralmente possuem cores quentes e de diferentes tonalidades em seu centro e em sua borda.


Disponíveis em inúmeras tonalidades, as flores da cravina chamam atenção pela beleza sutil. Brancas, vermelhas, lilases, róseas, alaranjadas ou bicolores, as cravinas levam alegria a qualquer área verde, sendo muito utilizada por paisagistas para compor bordaduras ou formar maciços.
Pode ser plantada tanto em jardins quanto em vasos graças ao seu pequeno porte, porém é uma planta que necessita de muita luz, que se desenvolve melhor a pleno sol. Se você pretende cultivá-la em vaso, certifique-se de posicioná-lo em algum lugar devidamente iluminado para obter melhores resultados.
Além do apelo estético, apresenta outra vantagem: a durabilidade de suas flores. Possui flores com diâmetro médio de 3 cm, que surgem ao longo do inverno e da primavera, deve ser tratada como anual, precisando ser reposta para garantir a beleza dos canteiros.
Em geral, a cravina atinge de 30 a 40 cm de altura e conta com folhas lineares, cerosas e totalmente sem pelos. Pertencente à família Caryophyllaceae, esta espécie aprecia baixas temperaturas, por isso, é mais indicada para as regiões Sul e Sudeste do Brasil. 
Para assegurar a saúde da cravina, é essencial cultivá-la em canteiros bem drenados e ricos em matéria orgânica. O plantio é simples, basta tomar cuidado para não aterrar as folhas e regá-la logo depois do plantio. Com relação à poda, é aconselhado o corte do caule entre 10 e 15 cm assim que a flor cair, para que um novo botão brote mais rapidamente. 

Apesar de exigir regas periódicas, a cravina não aprecia solos encharcados. Por isso, é necessário ter atenção redobrada com relação ao fornecimento de água. A irrigação precisa ser feita a cada dois dias e sempre no período da manhã. A cravina não costuma sofrer com ataques de agentes nocivos, mas o excesso de umidade pode facilitar o aparecimento de ferrugem ou podridão-negra.
A multiplicação da cravina é feita sempre por meio de sementes, que devem ser postas para germinar durante o outono. Você encontra a cravina e outras espécies na Flora Morumby, à Rua Cláudio Pedro André, 09 – Jardim Morumbi III – Sorocaba.


quinta-feira, 24 de julho de 2014

TAPETE DE GRAMA


Nada chama tanto a nossa atenção quando chegamos em um local que possui um tapete de grama bem conservado e cuidado. O segredo de um tapete de grama verdejante está na frequência da rega, pois a falta ou o excesso de água é prejudicial. Em períodos de seca, pode-se molhá-la diariamente nos horários de menor incidência solar, ou seja, no início da manhã ou no final da tarde.
É extremamente importante escolher a espécie de gramínea adequada, levando em consideração a finalidade do espaço, o pisoteio, a luminosidade, o clima, o solo e a topografia. A poda é outro grande segredo para conseguir a aparência de tapete verde. O primeiro corte deverá ser feito 30 dias depois do plantio. Posteriormente, basta aparar a cada 15 dias. No Verão o procedimento pode acontecer semanalmente, dependendo do crescimento. Não se deve podar mais que 30% da altura da folha.

Antes de começar a plantar a grama, todos os resíduos do local a ser gramado, como por exemplo, entulhos, pedras, madeiras, pragas e ervas daninhas, devem ser removidos. Na adubação de pré-plantio para gramas, não é recomendada a utilização do nitrogênio, porque o efeito do nitrogênio dura pouco tempo no solo, e nesta fase a grama não terá condições ideias para absorvê-lo, porque ela ainda não está totalmente enraizada.
Na instalação dos primeiros rolos ou placas de grama, os profissionais deverão alinha-los de modo que estejam bem uniformes. Os formato de placas e tapetes, proporcionam facilidade na hora de plantar a grama.
Após plantar a grama, pulverize um pouco de terra em cima das folhas e rejunte as fissuras entre os tapetes com essa mesma terra. Utilize terra de boa qualidade e adubada. A cobertura com terra ajuda na retenção de umidade, acelera o processo de brotação e fixação da grama. A irrigação deve ser realizada simultaneamente com o plantio, ou seja, plante a grama durante o dia e irrigue sempre no final da tarde, dessa forma o gramado permanecerá úmido por mais tempo.
Após ter finalizado a etapa de posicionamento das placas, é hora de fechar os espaços entre os tapetes utilizando todas as placas quebradas de grama que foram separadas para o acabamento. Nessa altura o gramado estará pronto e o plantio compacto, uniforme, pronto para ser finalizado.

Para finalizar o serviço é preciso fazer uma cobertura com terra sobre toda a grama plantada. A cobertura consiste em fazer uma pequena e uniforme camada de terra entre as folhas da grama. Para encerrar o serviço realize uma boa irrigação sobre toda a grama plantada.
Mesmo com tanta atenção, a grama não está livre da ameaça de pragas e doenças. As mais comuns são as ervas daninhas, sobretudo, tiririca (Cyperus tuberosus) e barba-de-bode (Aristida Pallens). Outros seres nocivos são lagartas, formigas, besouros, fungos e bactérias. Por isso, é essencial ficar atento a qualquer modificação, como o surgimento de manchas arredondadas e folhas raspadas ou secas.

VARIEDADES
BATATAIS Nativa do Brasil, a grama-batatais (Paspalum notatum) possui inflorescência típica em forma de V ou forquilha que se eleva acima da planta. É resistente a pisadas, a seca e a solos pobres. Não aprecia sombra, mas pode crescer bem à meia-sombra. 
BERMUDAS As folhas estreitas e de coloração verde-intenso da grama-bermudas (Cynodon dactylon) são macias e tolerantes ao pisoteio. Tem crescimento rápido, boa regeneração, suporta seca e altas temperaturas e deve ser mantida a pleno sol.
ESMERALDA Originária do Japão, apresenta folhas estreitas e pequenas, que formam um tapete verde perfeito. A grama-esmeralda (Zoysia japonica) é apropriada para pleno sol e apresenta boa tolerância ao pisoteio. Deve ser cultivada em terra fértil. É a mais versátil, adaptando-se a praticamente todas as condições (inclusive, recintos esportivos), possui manutenção simples e não tolera sombreamento.
SÃO-CARLOS Nativa de região úmida, a grama-são-carlos (Axonopus compressus) é tolerante a baixas temperaturas, sendo recomendada para formação de gramado a pleno sol ou à meia-sombra. Necessita de irrigação periódica e solo fértil e bem preparado.
SANTO-AGOSTINHO A grama-de-santo-agostinho (Stenotaphrum secundatum) também ocorre na forma variegada, com folhagem verde-amarelada. Seu crescimento é moderado, não sendo indicada para pisoteio e local sombreado, mas resiste à salinidade do litoral.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

HORTÊNSIA


Hydrangea macrophylla , conhecida pelos nomes comuns de hortênsia, hidrângea ou novelão, é uma espécie fanerógama (plantas com aparelho reprodutor visível ou plantas de sementes) arbustiva, pertencente ao gênero Hydrangea, nativa do Japão e da China, mas que atualmente pode ser cultivada como planta ornamental em todas as regiões de clima temperado e subtropical. 
A espécie apresenta flores rosadas ou azuis dependendo do pH do solo: em solos ácidos as flores são azuis, enquanto em solos alcalinos são cor-de-rosa. A hortênsia é rica em princípios ativos, incluindo o glicosídeo, cianogénico hidrangina, que as torna venenosas. Quando ingerido em grandes quantidades, causa cianose, convulsões, dor abdominal, flacidez muscular, letargia, vómitos e coma.
É um arbusto caducifólio, lenhoso na base, mas com consistência sub-herbácea nos raminhos jovens, com até altura entre 02 e 03 metros e uma largura de copa que pode atingir 03 metros. O ritidoma é acastanhado e fibroso nos ramos mais antigos, liso e esverdeado nos ramos juvenis.
Macrophylla é um nome latino que significa grandes (longas) folhas. Trata-se de uma referência às grandes folhas opostas que caracterizam a espécie. As folhas são simples, membranosas, ovais a elíptico-orbiculares, acuminadas, com 07 a 20 cm de comprimento, com os bordos serrilhados.
Entre o início do verão e final do outono, ela produz ampla inflorescência, com múltiplas flores em tons de cor de rosa ou azul. A inflorescência é um corimbo (inflorescência aberta, na qual o eixo é curto e os pedicelos das flores são longos, inserindo-se a diferentes alturas do eixo. O comprimento de cada pedicelo floral é tal que todas as flores do corimbo abrem a um mesmo nível), geralmente com todas as flores colocadas num único plano, mas por vezes com as flores formando uma estrutura hemisférica, ou mesmo esférica, em algumas formas cultivadas (popularmente designadas por novelão).
A espécie produz dois tipos de flores: as centrais, não ornamentais por serem desprovidas de pétalas bem desenvolvidas, são férteis; e as periféricas, ornamentais, com grandes pétalas coloridas, geralmente descritas como estéreis.
A floração começa no início do verão e estende-se até o início do inverno, persistindo até à queda das folhas, mas com o seu auge no final da primavera. É possível manipular a coloração das flores utilizando aditivos que alterem a disponibilidade de alumínio no solo, aumentando a sua concentração por adição de sais daquele metal ou variando o pH para controlar a sua biodisponibilidade. O fruto é uma pequena cápsula subglobosa.
Extratos de folhas de Hydrangea macrophylla estão sendo estudados como possíveis fontes de novos compostos com atividade antimalárica. O ácido hidrangeico das folhas está sendo estudado como possível fonte de compostos antidiabéticos, tendo sido demonstrado que baixa significativamente a concentração sanguínea de glicose, triglicerídeos e ácidos livres.
A espécie é utilizada para criar contrastes em intervenções de paisagismo. A sua folhagem rica e de grande tamanho é um excelente fundo para realçar canteiros de flores brancas ou de cores claras, mesmo de espécies perenes ou anuais altas. Em climas quentes H. macrophylla é utilizada para adicionar um toque de cor no início do verão em áreas com sombra, particularmente em jardins florestados. É recomendada um poda mínima para tornar a floração mais prolífica. As flores são facilmente secas ao ar e são duradouras, pelo que são utilizadas como flores secas em decoração de interiores.
No sul do Brasil, estado do Rio Grande do Sul, existe uma região denominada "Região das Hortênsias", caracterizada pelo ajardinamento de casas e rodovias com esta espécie. Gramado, cidade mais representativa desta região turística, tem a hortênsia como sua flor símbolo. Em função da altitude e do clima ameno, a hortênsia está extremamente difundida em Campos do Jordão.







quinta-feira, 10 de julho de 2014

Resedá

Lagerstroemia indica (L.) Pers., popularmente conhecida como  extremosa, escumilha, resedá ou árvore-de-júpiter, é uma planta da família Lythraceae, nativa da China e da Índia, que foi introduzida nos Estados Unidos em 1790, pelo botânico francês André Michaux (1746-1802).

É uma árvore resistente, muito usada para arborização urbana. É uma espécie de planta que exibe flores pequenas, de pétalas recortadas e delicadas, com cores que podem ser rosa, branca e lilás durante as épocas mais quentes do ano, suas flores se formam na ponta dos ramos que foram podados no invernoOs galhos são fracos e quebradiços e devem ser podados no inverno para estimular a floração e dar bom aspecto à planta.
Trata-se de uma árvore pequena, de altura máxima de 5 metros, caducifólia, forma arredondada e de folhas pequenas ovais. No outono, antes de caírem, as folhas adquirem uma bela tonalidade avermelhada. São fáceis de plantar e manter. Para fazer a propagação deve-se usar as sementes recolhidas no final do inverno. Seu ciclo de vida é perene.
Floresce a partir de novembro, permanecendo em floração até final do verão. Pode ser cultivada em todo o Brasil. A Extremosa atrai borboletas e beija-flores, aprecia locais ensolarados e solos férteis em matéria orgânica. A melhor época de plantio é no inverno ou início da primavera. A cada ano, no final do inverno, deve ser realizada uma poda de formação, dando o formato desejado. 

No Brasil, é utilizada amplamente em arborização urbana. Por tratar-se de um arbusto facilmente reproduzido através de estaquia de galhos e sementes. Em algumas cidades esta espécie representa mais de 20 por cento das árvores em vias públicas.