sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Plantas Carnívoras

As plantas carnívoras costumam despertar o interesse e a curiosidade das pessoas devido às suas formas exóticas e histórias presentes no imaginário popular. Apesar da imagem aparentemente aterrorizante reforçada por filmes e desenhos infantis, as carnívoras não são monstros comedores de gente. Mas afinal, o que são plantas carnívoras e o que as diferenciam dos outros vegetais?




De um modo geral, as plantas servem como fonte de alimento para diversos tipos de animais; mas no caso das plantas carnívoras, o processo se inverte. Através da fotossíntese e da retirada de nutrientes do solo, as plantas obtém a energia necessária para sobreviver. Já as carnívoras, por habitarem solos pobres em nutrientes, desenvolveram a característica de digerir pequenos animais a fim de absorverem seus nutrientes.
A maioria delas não passa de poucos centímetros de altura e sua fonte alimentar não se limita apenas a de origem animal, pois também realizam fotossíntese como qualquer outro vegetal verde, sendo a ingestão de insetos – em sua maioria, apenas como uma forma complementar de alimentação para compensar a carência nutricional do ambiente em que vivem.
As plantas carnívoras foram descobertas em 1768 pelo botânico inglês John Ellis, que ficou maravilhado com o processo de captura de insetos da Dionaea muscipula. Um século depois, o naturalista Charles Darwin, criador da Teoria da Evolução das Espécies, publicou um livro chamado “Insectivorous Plants”, sendo esta a primeira obra dedicada às Plantas Carnívoras.
Desde então, uma diversidade de outras espécies de plantas foram pesquisadas e adicionadas à lista das plantas carnívoras. Para que uma planta seja considerada carnívora, ela precisa apresentar as seguintes características:
·         Atrair as presas;
·         Capturá-las;
·         e Digeri-las.
Há controvérsias, visto que existem algumas plantas que apresentam algumas destas características acima, porém não todas. Alguns autores e estudiosos as consideram carnívoras e outros não. Portanto, não há um total consenso sobre algumas espécies de plantas em relação às suas classificações como carnívoras legítimas ou não.
Carnívoras ou Insetívoras?
Muitos preferem classificá-las como plantas insetívoras, pelo fato de suas principais presas serem insetos, como moscas, formigas e pequenos besouros. Acontece que plantas maiores podem capturar anfíbios, répteis e até pequenos mamíferos, sendo, portanto, “plantas carnívoras” um termo ainda utilizado.
Em agosto de 2011 na Inglaterra, uma planta carnívora foi vista com um pássaro em seu interior. O responsável pelo local afirmou que, quando passava pelo jardim, viu que o pássaro havia sido aprisionado pela planta. Acredita-se que este foi o segundo caso registrado, em todo o mundo, de uma planta carnívora capturar um pássaro; tendo o primeiro ocorrido na Alemanha há alguns anos. As plantas maiores frequentemente capturam ratos ou sapos, mas uma ave é extremamente raro de se encontrar. É possível que o pássaro tenha sido atraído por insetos presos na planta e, ao tentar pegá-los, tenha escorregado para dentro dela sem poder sair.
Origem e Evolução das Plantas Carnívoras
Apesar de não haver uma determinação quanto ao seu surgimento, de acordo com pesquisas feitas em fósseis, as plantas carnívoras teriam sua origem há cerca de 60 milhões de anos. Alguns acreditam que elas teriam se tornado carnívoras por consequência das chuvas que caíam em seu ambiente típico selvagem, formando poças em suas folhas, o que atraía o pouso de insetos para que pudessem beber daquela água e acabavam se afogando, sendo posteriormente decompostos por bactérias na poça. Acredita-se também que elas tiveram uma evolução através de algumas plantas que, para se defenderem de parasitas, os capturavam. Ao ficarem presos nas folhas, os insetos morriam e apodreciam. Daí, a evolução das carnívoras desenvolveu-se a partir de mecanismos de atração, captura e digestão de suas presas.
Apesar de apresentarem estratégias de captura semelhantes, existem plantas carnívoras completamente diferentes umas das outras, o que indica uma provável evolução paralela, ou seja, ocorrendo em tempo e locais distintos. Este fato permitiu uma exploração de ambientes e condições diversas por parte das carnívoras.


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