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segunda-feira, 2 de junho de 2014

JABUTICABA

A jabuticaba, jaboticaba ou jabuticabeira é uma árvore frutífera brasileira nativa da Mata Atlântica, principalmente da mata pluvial e das submatas de altitude. Seus frutos pequenos, de casca negra e polpa branca grudada na única semente. Elas crescem no tronco e ramos, dando uma característica peculiar a árvore. A fruta produzida pela jabuticabeira  tem um sabor bem brasileiro.
Classificação científica: reino Plantae; divisão Magnoliophyta, classe Magnoliopsida, sub-classe Rosidae; ordem Myrtales; família Myrtaceae; gênero: Plinia; espécie: P. trunciflora.
A árvore, que pode atingir até 15 metros de altura, tem tronco claro, liso, e folhas simples. Muito cultivada em pomares domésticos. Floresce duas vezes por ano. A jabuticabeira é a árvore frutífera de maior comercialização no Brasil. A jabuticaba, para o orgulho dos brasileiros, é uma fruta silvestre 100% brasileira, encontrada nas regiões tropicais, do Norte ao Sul do país.
A principal espécie de jabuticabeira é Myrciaria jaboticaba, conhecida como Sabará. Mas existem outras espécies, como a Myrciaria cauliflora ou jabuticaba Paulista, Assú ou Ponhema também muito conhecidas no Estado de São Paulo. Existe grande produção dessa espécie na cidade de Tupã (São Paulo) onde o clima e solo são ideais para essa cultura.

A jabuticabeira, além de apreciada como fruta, faz sucos e doces deliciosos, porém poucos conhecem suas propriedades medicinais.
A jabuticaba protege e estimula a reparação dos tecidos ricos em colágeno – principal proteína da pele, responsável pela firmeza e elasticidade; protege contra a aterosclerose (doença inflamatória crônica, caracterizada pela formação de placas dentro dos vasos sanguíneos); combate as rugas, reduzem à produção de histamina (aumenta a resistência do organismo contra a agressão de certas substâncias mutagênicas), o colesterol comum e o LDL (o colesterol mau) e os radicais livres; melhora a circulação sanguínea periférica, entre outros benefícios.
São inúmeros os benefícios das antocianidinas, substância presente na fruta: restauram a funcionalidade dos capilares e fortalecem os vasos sanguíneos (prevenindo equimoses, varizes, fragilidade capilar e derrames cerebrais; beneficiando, inclusive, os diabéticos); protegem as células cerebrais (o que auxilia na melhora da memória e combate à senilidade); melhoram as defesas imunológicas, a resistência física e a disposição e a visão; auxiliam na estabilização da taxa de açúcar no sangue dos diabéticos; apresentam propriedades anticancerígenas, etc. 
A casca da jabuticaba é rica em pectina (fibra solúvel), que auxilia na redução da velocidade de absorção dos alimentos, à medida que são ingeridos. É indicada nos casos de hipoglicemia e diabetes, pois contribui para que os níveis de açúcar no sangue sejam mantidos mais próximos da normalidade.
Contribui para a desintoxicação orgânica (pois auxilia na remoção das toxinas e dos metais pesados); auxilia no combate do excesso de colesterol, o que diminui o risco de cálculos biliares e de doenças cardiovasculares; e melhora a função da vesícula biliar.
De cor branca, mole e suculenta, a polpa da fruta é rica em nutrientes, contém, em 100 gramas: ferro: 1,90 mg (combate anemia); fósforo: 14 g (desempenha uma importante função no metabolismo energético; juntamente com outros minerais, auxilia no combate do estresse, da imunodeficiências, do raquitismo; vitamina C; e niacina (vitamina B3, sua deficiência pode ocasionar fraqueza muscular, indigestão, erupções na pele e anorexia). Cada 100 gramas de jabuticaba contêm, aproximadamente, 45 calorias (considerada pouco calórica). São encontrados também: açúcares (frutose e sacarose) e ácidos orgânicos (cítrico e oxálico).
Apesar de serem plantas de origem subtropical, são perfeitamente adaptadas ao clima tropical, tolerando diversos tipos de clima, sujeitas a algumas geadas com pouca duração, como acontece no sul de Minas e sul do Brasil. Ela gosta mesmo é de solo rico em suprimento de água. A sua propagação tradicional é por muda adquirida através da semente.
A poda, como em outras plantas frutíferas, é necessária. As mudas devem estar plantadas de modo a terem o tronco de 40 a 60 cm de altura, para daí esgalharem de forma simétrica, em copa aberta. A poda de frutificação é necessária para uma distribuição razoável, a partir de 1,20 até 1,50 metros cada uma. É importante que galhos grandes e pequenos fiquem distantes cerca de 20 a 30 centímetros uns dos outros, pois precisam de espaços para produzir frutos sadios.


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