Google+ Badge

terça-feira, 25 de junho de 2013

PARQUE GÜELL – BARCELONA, ESPANHA




“Quando as palavras fogem, as flores falam”.
(Bruce W. Currie)

O Parque Güell é um dos pontos turísticos mais visitados de Barcelona. Desperta um interesse nos turistas pela relação que tem com o autor responsável pelo projeto do parque, o catalão mundialmente famoso Antonio Gaudí. O belíssimo conjunto arquitetônico a céu aberto revela a fase naturalista de Gaudí, que imprimiu detalhes do seu estilo pessoal em diversos elementos e mobiliários do parque. 

Um dos principais pontos do Parque Güell é o terraço principal, que possui um banco feito à imagem de uma serpente. Gaudí aparentemente fez as curvas usando um operário nu sentado em barro molhado como modelo. Construído nos primeiros anos do século 20, este espaço urbano deslumbrante foi mais tarde convertido de conjunto habitacional a jardim municipal, coberto de mosaicos. É um local surpreendente, assim como os ninhos das aves também criadas por Gaudí.

Gaudí, um dos maiores nomes do modernismo, foi contratado inicialmente para realizar um projeto de urbanização da área, que receberia casas luxuosas. No entanto, o empreendimento fracassou. Mas, anos depois, em 1922, foi inaugurado pelo poder público como parque. 

Desde então, é um dos destinos mais procurados pelos turistas e um espaço muito utilizado para espetáculos ao ar livre, como shows e atos públicos. Uma das melhores surpresas durante o passeio até o Güell é a vista panorâmica que ele oferece da cidade. A paisagem de Barcelona observada do alto do parque une-se às obras de Gaudí para concretizar um dos melhores passeios pela Espanha.

Temas como o nacionalismo catalão, misticismo e poesia arcaica também são incorporados na concepção do parque. O Güell é integrante das “Obras de Antoni Gaudi”, Patrimônio Mundial da UNESCO, e uma bênção não só para o povo de Barcelona, mas para os visitantes de todo o mundo. As vistas são insuperáveis.
Parque Güell é um grande parque urbano situado no distrito de Gràcia, na cidade de Barcelona, na vertente virada para o Mediterrâneo, do Monte Carmelo, não muito longe do Tibidabo. Foi encomendado pelo empresário Eusebi Güell. Construído entre 1900 e 1914. Em 1969 foi nomeado Monumento Histórico Artístico de Espanha


O Parque Güell é um reflexo da plenitude artística de Gaudí, pertence à sua etapa naturalista (década de 1900), período no qual o arquiteto catalão aperfeiçoou o seu estilo pessoal, inspirando-se nas formas orgânicas da natureza e pondo em prática uma série de novas soluções estruturais originadas na sua análise da geometria regrada. A isso acrescentou uma grande liberdade criativa e uma imaginativa criação ornamental. 
Uma das características mais marcantes do Parque Güell é o contraste entre as texturas e cores dos diferentes materiais de construção (cerâmica brilhante e multicolorida versus pedra rústica castanha), tão apreciado pelos arquitetos do modernismo catalão.

Apesar das vantagens e preços razoáveis oferecidos o projeto foi um fracasso comercial. Não se sabem ao certo os motivos que levaram a isso, mas existem algumas teorias. Uma delas aponta que os barceloneses teriam considerado que a área, então pouco urbanizada e sem transportes públicos, ficava demasiado longe do centro de Barcelona. Uma outra teoria defende que o Parque Güell era demasiado catalanista e que isso afastara potenciais compradores numa época em que a burguesia catalã receava uma revolução dos trabalhadores e queria manter-se nas boas graças do governo central em Madrid e do seu protetor exército. 
Quando percebeu que o seu projeto era um fracasso, Güell decidiu abrir o parque de forma limitada, permitindo ao público em geral passear livremente no seu interior mediante o pagamento de uma pequena taxa de admissão e acolhendo grandes eventos sociais. As obras continuaram nas zonas comuns da urbanização até serem paralisadas em 1914, após o início da Primeira Guerra Mundial. Após a morte do Conde Güell (1918), os seus herdeiros venderam o parque ao Município de Barcelona em 1922 para o converter em público, tendo este sido inaugurado como parque público em abril de 1926.
Entre 1987 e 1994 foi levado a cabo um restauro do parque, a cargo de Elies Torres i Tur e Josep Antoni Martínez i Lapeña, com a colaboração do arquiteto e historiador Joan Bassegoda. Continua pendente um projeto de qualificação da encosta norte do monte – que não foi incluída no projeto de Gaudí –, especialmente a zona da Fonte de San Salvador de Horta e do Castillo d'en Frey, uma mansão senhorial construída na década de 1920 e derrubada na década de 1960, da qual somente restam vestígios das muralhas.
Diversas estruturas do parque, incluindo as abóbadas dos pavilhões da entrada, o teto da sala hipostila e o banco ondulante, são compostas por elementos pré-fabricados e posteriormente montados nos seus lugares e ligados uns aos outros, uma técnica construtiva inovadora para a época. A área é imensa e dá para passar algumas boas horas do seu dia passeando entre as colinas, se perdendo entre os caminhos e descobrindo aqui e ali obras de Gaudí. Só que a gente sabe que, quando viaja, o luxo de passar um dia inteiro num parque, andando aleatoriamente é um luxo para poucos.


Caminhar e conhecer todas as formas dos jardins e monumentos projetados por Gaudí e seus colaboradores. As formas onduladas, fazem alusão à natureza e se espalham por cerca de 17 hectares. Passarelas cobertas por colunas em forma de árvores, estalactites e outras formas geométricas brotam dos numerosos jardins.
Traços políticos e religiosos também devem ser observados, pois refletem a influência que Gaudí e Güell tiveram na execução da obra. A Casa-Museu Gaudí é outro ponto do parque cuja visita é obrigatória por abrigar móveis e desenhos do artista espanhol, que morou por alguns anos na casa.
A Gran Plaça Circular é considerada o centro do parque. É a partir dela que os outros monumentos foram erguidos e direcionados. Mosaicos coloridos enfeitam o banco gigantesco que existe na praça. Na entrada do parque, as abóbadas dos pavilhões de entrada refletem a tentativa de Gaudí em sintonizar a natureza e o sagrado em um único monumento. Ao longo da escadaria que liga a entrada ao topo do parque está a escultura de uma salamandra, que virou símbolo do Güell. 
Quando visitar: entre maio e junho o clima favorece a visita. Setembro também é outro mês agradável.

Um comentário:

  1. Estive em Barcelona recentemente...saí de lá completamente apaixonada pela Arquitetura de Gaudi... simplesmente lindo!!!! O Park Guel é um lugar de encantamentos... parabéns pelo post...
    Beijos,

    ResponderExcluir