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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

CACTOS

Quando pensamos em cactos, campos áridos e desérticos nos vêm à cabeça. Essa associação de imagem é válida uma vez que a família das cactáceas é originária de locais desérticos, com rara incidência de chuva ou de terrenos que sofrem longos períodos de estiagem, com solo arenoso ou rochoso. 
Cactaceae é a família botânica representada pelo cacto. São, em média, 84 gêneros e 1.400 espécies nativas das Américas. Frequentemente são utilizados como plantas ornamentais, mas alguns são usados também na agricultura. São plantas pouco usuais, que apresentam ampla variação anatômica e capacidade fisiológica de conservar água.
Apresentam uma modificação caulinar chamada de Cladódio. Seus caules expandiram-se em estruturas suculentas verdes perenes contendo aclorofila necessária para vida e crescimento, enquanto suas folhas transformaram-se nos espinhos pelos quais os cactos são bem conhecidos.
Os cactos existem em ampla variação de formatos e tamanhos. O mais alto é o Pachycereus pringlei, cuja altura máxima registrada foi 19,20 metros, e o menor é Blossfeldia liliputiana, com apenas cerca de 1 cm de diâmetro. As flores dos cactos são grandes, como os espinhos e ramos. Muitas espécies apresentam floração noturna já que são polinizadas por insetos ou pequenos animais noturnos, principalmente mariposas e morcegos.
No Brasil, os cactos são encontrados nas restingas da mata atlântica, no cerrado e na caatinga. Eles resistem muito bem a ambientes estressantes, com falta de água e altas temperaturas, exigem pouca manutenção, rega e fertilização. Possuem formas e cores exuberantes e lindas flores. Jardins de cactos são modernos e atraem aves, já que a maioria das plantas possuem flores e frutos.
A maioria das cactáceas apresenta crescimento muito lento e espinhos que não são venenosos, mas podem machucar. A variedade dos espinhos (grandes e pontiagudos, ou pequeninos e numerosos, formando uma "penugem") e o formato escultórico são os chamarizes da planta. 
Os espinhos são a característica fundamental dos cactos: "resquícios" de folhas existentes há centenas de anos, as estruturas são adaptações aos ambientes a fim de diminuir a perda de água. Há exceções, como as espécies Rhipsalis sp, que não apresentam espinhos, mas devem viver protegidas do sol.
Todos os cactos são plantas suculentas, porque em alguma parte de seu corpo reservam água para sobreviver. A parte suculenta pode ser a folha, o caule, o rizoma ou a raiz, ou seja, todos os cactos são suculentas, mas nem todas as suculentas são cactos. 
Mesmo que reservem água e sejam resistentes ao calor, os cactos como qualquer outro ser vivo não podem ficar sem água. Em casa, geralmente, as cactáceas devem ser regadas uma vez por semana ou a cada quinze dias. A periodicidade depende do tamanho do vegetal, mas para não errar, a melhor e mais eficaz maneira de verificar a necessidade de rega é sentindo o substrato: se a terra estiver muito seca é hora de molhar. 
Os cactos são plantas de sol, mas adaptáveis. Podem viver dentro de casa desde qu e recebam luz. Como precisam de solo bem seco, é de vital importância manter o substrato bem drenado. Para isso, use areia e cascalhos misturados a terra. Esse cuidado garante porosidade e leveza ao substrato, importante, principalmente, nos jardins sujeitos a chuvas.
No caso de jardins plantados em canteiros é recomendado que a terra receba uma camada de drenagem composta por cerca de 30 cm de pedras ou argila expandida, para só depois receber a terra adubada misturada com areia lavada. Esses cuidados específicos com a terra implicam na formação de um jardim desértico exclusivo para suculentas, com predomínio de cactos, pedras e areia.  
A adubação deve ser realizada com fertilizantes de longa durabilidade, com os orgânicos com regularidade mensal e em pequenas doses. Existem cactos de todos os tamanhos, desde os mini até os de grande porte, e todos podem ser plantados em vasos, pois tendem a acompanhar o crescimento das raízes.
Os cactos também podem ser podados, mas se forem plantados em local adequado, considerando a dimensão da planta adulta, não há necessidade de podas. Se houver necessidade, o corte deverá ser feito em época de seca, não de chuvas. 
A reprodução pode se dar por sementes, propagação de brotos ou estaquia. Muitas espécies produzem brotos laterais em abundância e a partir delas é possível fazer a divisão e replantio. Já a reprodução por sementes é muito mais trabalhosa, inclusive pela demora no crescimento. Os cactos também sofrem com pragas, sendo os agentes mais comuns os ácaros e as cochonilhas. Nesse caso a produtora recomenda a aplicação de óleo de Neem, que combate insetos e ácaros.

Um comentário:

  1. Posso cortar os espinhos do cacto com alicate? Tenho um mandacaru médio, mas tenho medo do meu filho se machucar.

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