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sexta-feira, 18 de julho de 2014

HORTÊNSIA


Hydrangea macrophylla , conhecida pelos nomes comuns de hortênsia, hidrângea ou novelão, é uma espécie fanerógama (plantas com aparelho reprodutor visível ou plantas de sementes) arbustiva, pertencente ao gênero Hydrangea, nativa do Japão e da China, mas que atualmente pode ser cultivada como planta ornamental em todas as regiões de clima temperado e subtropical. 
A espécie apresenta flores rosadas ou azuis dependendo do pH do solo: em solos ácidos as flores são azuis, enquanto em solos alcalinos são cor-de-rosa. A hortênsia é rica em princípios ativos, incluindo o glicosídeo, cianogénico hidrangina, que as torna venenosas. Quando ingerido em grandes quantidades, causa cianose, convulsões, dor abdominal, flacidez muscular, letargia, vómitos e coma.
É um arbusto caducifólio, lenhoso na base, mas com consistência sub-herbácea nos raminhos jovens, com até altura entre 02 e 03 metros e uma largura de copa que pode atingir 03 metros. O ritidoma é acastanhado e fibroso nos ramos mais antigos, liso e esverdeado nos ramos juvenis.
Macrophylla é um nome latino que significa grandes (longas) folhas. Trata-se de uma referência às grandes folhas opostas que caracterizam a espécie. As folhas são simples, membranosas, ovais a elíptico-orbiculares, acuminadas, com 07 a 20 cm de comprimento, com os bordos serrilhados.
Entre o início do verão e final do outono, ela produz ampla inflorescência, com múltiplas flores em tons de cor de rosa ou azul. A inflorescência é um corimbo (inflorescência aberta, na qual o eixo é curto e os pedicelos das flores são longos, inserindo-se a diferentes alturas do eixo. O comprimento de cada pedicelo floral é tal que todas as flores do corimbo abrem a um mesmo nível), geralmente com todas as flores colocadas num único plano, mas por vezes com as flores formando uma estrutura hemisférica, ou mesmo esférica, em algumas formas cultivadas (popularmente designadas por novelão).
A espécie produz dois tipos de flores: as centrais, não ornamentais por serem desprovidas de pétalas bem desenvolvidas, são férteis; e as periféricas, ornamentais, com grandes pétalas coloridas, geralmente descritas como estéreis.
A floração começa no início do verão e estende-se até o início do inverno, persistindo até à queda das folhas, mas com o seu auge no final da primavera. É possível manipular a coloração das flores utilizando aditivos que alterem a disponibilidade de alumínio no solo, aumentando a sua concentração por adição de sais daquele metal ou variando o pH para controlar a sua biodisponibilidade. O fruto é uma pequena cápsula subglobosa.
Extratos de folhas de Hydrangea macrophylla estão sendo estudados como possíveis fontes de novos compostos com atividade antimalárica. O ácido hidrangeico das folhas está sendo estudado como possível fonte de compostos antidiabéticos, tendo sido demonstrado que baixa significativamente a concentração sanguínea de glicose, triglicerídeos e ácidos livres.
A espécie é utilizada para criar contrastes em intervenções de paisagismo. A sua folhagem rica e de grande tamanho é um excelente fundo para realçar canteiros de flores brancas ou de cores claras, mesmo de espécies perenes ou anuais altas. Em climas quentes H. macrophylla é utilizada para adicionar um toque de cor no início do verão em áreas com sombra, particularmente em jardins florestados. É recomendada um poda mínima para tornar a floração mais prolífica. As flores são facilmente secas ao ar e são duradouras, pelo que são utilizadas como flores secas em decoração de interiores.
No sul do Brasil, estado do Rio Grande do Sul, existe uma região denominada "Região das Hortênsias", caracterizada pelo ajardinamento de casas e rodovias com esta espécie. Gramado, cidade mais representativa desta região turística, tem a hortênsia como sua flor símbolo. Em função da altitude e do clima ameno, a hortênsia está extremamente difundida em Campos do Jordão.







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