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sexta-feira, 18 de abril de 2014

PÊSSEGO (PRUNUS PERSICA)


Durante muito tempo se acreditou que o pessegueiro era originário da Pérsia, daí o seu nome Prunus Persica. Hoje se sabe que sua origem é chinesa. Foi levado provavelmente da China para a Pérsia e daí se espalhou pela Europa, pois já era conhecido pelo mundo greco-romano um século antes de Cristo. Sua introdução no Brasil ocorreu no ano de 1532 em São Vicente, através de mudas provenientes da Ilha da Madeira, trazidas por Martin Afonso de Souza.
Sua classificação científica: 
Reino: Plantae; 
Divisão: Magnoliophyta; 
Classe: Magnoliopsida; 
Ordem: Rosales; 
Família: Rosaceae;
Gênero: Prunus;
Subgênero: Amygdalus;
Espécie: Prunus pérsica.



O pessegueiro é uma pequena árvore de folhas alternas e serreadas, flores roxas e drupas pubescentes, comestíveis e com propriedades aperitivas e digestivas. Com inúmeras variedades hortícolas. A infusão das folhas e sementes é calmante e as flores são utilizadas como laxante suave.
Os pessegueiros crescem bem em uma extensão bastante limitada de lugares, já que exigem temperaturas bem frias, que normalmente não ocorrem em zonas tropicais de baixas altitudes. Em países de latitudes tropicais e equatoriais só crescem em locais de maiores altitudes, onde são oferecidas condições de maior frio em alguma época do ano.
Os pessegueiros podem tolerar temperaturas negativas em torno de -26 a -30°C, ainda que a florada seja perdida a essas temperaturas, inviabilizando a colheita de frutas no verão. A perda da florada começa em temperaturas entre -15 a -25°C, dependendo da variedade cultivada (algumas são mais tolerantes ao frio que outras) e do tempo de exposição ao frio intenso.
As variedades mais comuns de pêssego começam a frutificar no terceiro ano após o plantio, e tem uma longevidade aproximada de 12 anos. Durante o inverno, reações químicas essenciais ocorrem antes de a planta começar a crescer novamente. Terminada a estação mais fria, a planta inicia o segundo tipo de dormência. Durante esse período, os botões florescem e crescem, conforme o calor se acumula, favorecendo o crescimento. É a fase de dormência entre a satisfação das necessidades de friagem e o começo do crescimento dos pêssegos.
Certas variedades da planta são bem delicadas, e outras toleram temperaturas mais baixas. O calor intenso de verão é necessário para maturar a colheita, com temperaturas médias do mês mais quente entre 20 e 30°C.
Os pessegueiros tendem a florescer no início da primavera. Os botões frequentemente podem ser danificados ou eliminados por geadas se as temperaturas caem abaixo de -4°C. No entanto, se as flores não estiverem totalmente abertas, podem tolerar até alguns graus a menos.
O pêssego é uma fonte de alimento pouco calórica. Contém vitaminas antioxidantes. Uma fruta de tamanho médio possui apenas 35 calorias. Ele é rico em uma fibra solúvel, a pectina, que ajuda a reduzir o colesterol.
A fruta é apreciada no consumo in natura ou em preparações como caldas, conservas, doces, cristalização, geleias, desidratado em sucos, licores e sorvetes. A árvore cresce depressa e dá belas flores rosadas ou arroxeadas. A casca, recoberta por uma leve penugem, protege a polpa, que, além de doce e saborosa, é rica em vitamina A.


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