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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

ACEROLA





A acerola (Malpighia emarginata ou Malpighia glabra), conhecida popularmente como cereja-das-antilhas ou cereja-de-barbados, tem origem nas Antilhas, América Central e norte da América do Sul. Existem diversas espécies de acerolas, porém as mais plantadas no Brasil são: cabocla, cereja, apodi, frutacor, olivier, roxinha e rubra. É uma fruta típica de regiões tropicais e subtropicais, pois necessita muito dos raios solares no seu processo de vida.
CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA: reino: Plantae, divisão: Magnoliophyta, classe: Magnoliopsida, ordem: Malpighiales, família: Malpighiaceae, gênero: Malpighia, espécie: M. glabra. 
Por ser uma planta muito rústica e resistente, ela se espalha facilmente por várias áreas tropicais, subtropicais e até semiáridas. Os solos mais indicados para a acerola são os de textura argilo-arenoso, profundos e bem drenados.
A acerola, quando madura, tem uma variação de cor que vai do alaranjado ao vinho, passando pelo vermelho. O fruto nasce na aceroleira, cujo arbusto alcança até 3 metros de altura, seu tronco se ramifica desde a base e cuja copa é bastante densa com pequenas folhas verde-escuras. Suas flores, de cor rósea-esbranquiçada, são dispostas em cachos e têm floração durante todo o ano. Após três ou quatro semanas, se dá sua frutificação.
As covas de plantio devem ter as dimensões de 0,40 x 0,40 x 0,40 m. A adubação na cova deve conter 20 litros de esterco de curral e 300 g de superfosfato simples. O plantio deve ser feito preferencialmente na época chuvosa, que na região sudeste da Bahia, corresponde ao período de maio a agosto. A adubação é feita de acordo com as análises químicas do solo.
No Brasil, o cultivo de acerolas teve um forte crescimento nos últimos 20 anos, sendo hoje uma importante cultura da Região Nordeste, também é cultivada em escala comercial em Porto Rico, Havaí e Jamaica.
Possui efeito antioxidante, estimulante em caso de doenças infecciosas e remineralizante. No tratamento e na prevenção de doenças infecciosas como a gripe, a angina, a fadiga, entre outros. Os índios da Amazônia a utilizam contra a diarréia e ditúrbios hepáticos. Um homem pode colher até 50 kg de frutos/dia.
O fruto tem sua superfície lisa ou dividida em três gomos. Possui três sementes no seu interior, com tamanho variando de três a seis cm de diâmetro. O sabor é levemente ácido e o perfume é semelhante ao da maçã.
Possui vitaminas A, B1 (tiamina), B2 (riboflavina), B3 (niacina), cálcio, fósforo, ferro e, principalmente, vitamina C, que, em algumas variedades, chega a estar presente em até 5 gramas por 100 gramas de polpa. Este valor chega a ser 80 vezes superior ao da laranja e ao do limão.
Pode ser encontrada em comprimidos para ingerir, mastigar ou em solução bebível. É uma fruta atrativa pelo seu sabor agradável, consumida tanto in natura como industrializada, sob a forma de sucos, sorvetes, geleias, xaropes, licores, doces em caldas entre outras.
A colheita é feita manualmente. Os frutos, quando maduros, estragam rapidamente e devem ser consumidos até três dias após a colheita. A alta perecibilidade e acidez dos frutos, no entanto, restringem seu consumo fresco.
Novas variedades buscam conquistar o paladar dos consumidores e ampliar o consumo in natura da fruta, enquanto pesquisas desenvolvem o pó da acerola verde como fonte natural de vitamina C.
As variedades de acerola são classificadas em doce ou ácida. Nesta classificação, os frutos que produzem mais que 1.000 mg de ácido ascórbico (vitamina C) por 100 g de suco é que são considerados satisfatórios.
Pesquisas analisam o aproveitamento do pó de acerola verde como fonte natural de vitamina C. Como o teor da vitamina decresce com o amadurecimento do fruto, pesquisadores testam a secagem (desidratação) e encapsulamento do pó do fruto verde, utilizando-o para enriquecimento de alimentos ou complemento vitamínico.


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