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terça-feira, 12 de março de 2013

ÁRVORE-DE-PÃO-DE-MACACO





Falando de baobás, a árvore-de-pão-de-macaco é uma das árvores símbolo de África. É lá onde floresce esta gigantesca árvore que cresce em formatos variáveis e possui casca peluda. Existem várias lendas sobre a origem do curioso aspecto do Baoba. Pode vir em muitas formas estranhas, como o formato de garrafa, ou pode alcançar o céu com a raiz nua, como galhos, criando a ilusão de ser plantada de “cabeça para baixo”.
Também conhecido como “árvore garrafa” ou “árvore farmácia” ou “pão de macaco” é uma espécie nativa das regiões semi-áridas da África Sub-Sahariana (Madagascar). Os Baobás armazenam muita água em seus troncos inchados: até 120.000 litros. Alguns troncos vazios eram tão grandes que foram rotineiramente usados como prisões na Austrália Ocidental. Em uma árvore só, poderiam entrar até 05 pessoas dentro.
A razão do por que desse nome “Pão de macaco” é complicado explicar. Os frutos da árvore são podem também chamados de “frutas de Judas” (a fruta tem 30 sementes dentro, como 30 “moedas de prata”).

Uma lenda muito famosa sobre a sua origem trata-se da punição dos deuses pela vaidade da árvore. Diz-se que há muitos anos atrás, o baoba era magnífico também pela sua beleza, com uma frondosa ramagem de folhas verdes e suculentas, além das suas coloridas e perfumadas flores. Os deuses, chocados com tamanha beleza, concederam o dom da longevidade. A partir daí, a árvore cresceu sem parar, tornando-se mais forte, alta e sublime, porém ocultando o calor do sol, dando sombra às restantes árvores, não as deixando crescer e causando muito frio às criaturas da floresta.
Segundo uma lenda árabe, “o Diabo desenterrou a árvore, enfiou os ramos na Terra e deixou as raízes no ar”. De fato a árvore encontra-se associada com o mal por toda a África, porque se acredita que espíritos malignos habitam os seus ramos.
Culpada por diversos problemas causados e vendo que não parava de crescer, a árvore desafiou os deuses dizendo-lhes que em breve chegaria até eles. A resposta foi imediata e estes a puniram pela sua arrogância, plantado-a de cabeça para baixo e deixando os seus bonitos ramos, flores e folhas debaixo da terra, ficando com o aspecto atual em que parece que as suas raízes olham para o céu, pedindo perdão aos deuses.
Pertencente à família das Bombacaceae, o Baoba pode medir mais de 30 metros de altura e 12 metros de diâmetro, dependendo da espécie. A sua longevidade é surpreendente, podendo viver mais de 3.000 anos.

As suas flores são amarelas ou brancas e abrem durante a noite. Os frutos, que desde os tempos antigos servem como alimento para a população devido às suas propriedades (vitamina C), são comestíveis. Com uma polpa com um sabor um pouco ácido é tradicionalmente utilizado em muitos países africanos para preparar uma bebida energética, rica em fibras, vitaminas, aminoácidos e sais minerais.
Mas apesar de todas as suas associações, negativas, o “Pão de macaco” não tem falta de atributos positivos, dos quais os povos africanos tiram o máximo de vantagens. Primeiro que tudo, o seu tronco maciço contém tecidos altamente absorventes e esponjosos. Se se cortar uma fatia do tronco, sai água, que pode beber-se mesmo no meio de uma seca.
O fruto do “Pão de macaco” serve para uma variedade de propósitos:
- A polpa pode ser comida.
– Tem um sabor de creme tártaro; algumas tribos usam-no para coagular leite, a fim de fazerem um alimento parecido com o queijo, ou como remédio contra a disenteria e a febre.
- Comercialmente é utilizado na produção do látex.
- As sementes do fruto podem ser comidas cruas, transformadas em papa com milho moído ou mesmo torradas para fazer uma bebida parecida com o café.
- O seu óleo também é comestível, sendo igualmente usado para fazer sabão.
- Depois de esvaziada da polpa, a casca dura do fruto serve de recipiente.
- Até a casca do “Pão de macaco” é útil, porque as suas longas fibras são boas para fazer corda ou tecido.

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