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quinta-feira, 14 de março de 2013

Figueira de Bengala


Continuando a série sobre árvores excepcionais, falaremos sobre a FIGUEIRA-DE-BENGALA, uma espécie de figueira constante e típica de Bangladesh, Índia e Sri Lanka. Em sânscrito o seu nome é Vatavrkscha ou WataWrkscha. A figueira-de-bengala produz raízes aéreas delgadas que crescem até atingir o solo, começando então a engrossar até formarem troncos indistinguíveis do tronco principal. Deste modo, podem crescer até ocuparem vários hectares.
A adoração à natureza e o culto às árvores foi a primeira forma que surgiu de religião. Originalmente envolvia o sacrifício de seres humanos e de animais aos "espíritos das florestas" em troca de proteção contra a má sorte. Finalmente esse costume bárbaro foi abandonado e surgiram atos mais civilizados e menos repulsivos, como o bater na madeira para afastar olho-grande, que se mantém até hoje.
As árvores são reverenciadas na África, e acredita-se que sejam habitadas por deuses tribais e espíritos benevolentes que dão o sol e a chuva, fazem as sementes crescerem e abençoam as mulheres com a fertilidade. Os textos religiosos japoneses mencionam Kuku-No-Chi, um deus que habita os troncos das árvores, e Hamori, um deus que protege as folhas das árvores. Os japoneses também acreditam que cada árvore é protegida por sua própria deidade particular.
Botanicamente, o nome científico da figueira-de-bengala é Ficus Bengha-lensis. Populamente conhecida como figueira-de-bengala ou árvore-de-gralha, pertencente à família das Moráceas. É a árvore nacional da Índia. As gralhas se alimentam de seus frutos, daí um dos seus nomes populares.
Em um ponto da história, essa era a maior árvore do mundo em termos de área da copa; uma estrada de 330 metros de comprimento foi construída em torno de sua circunferência, mas a árvore continua a se espalhar para além dela. A circunferência de todo o complexo de árvores cultivadas a partir de um ancestral – ainda muito vivo e com tudo conectado a ele – é medida em quilômetros.
Tem uma sombra maravilhosa. Ela pode crescer tanto quanto um quarteirão inteiro. É uma árvore ímpar. Seu nome popular tem duas possíveis origens, uma pelo fato de ser original da região do Golfo de Bengala na Índia, e outra pelo seu aspecto, devido a suas raízes formarem verdadeiros “troncos secundários”, parecendo que a árvore está se apoiando em bengalas. Sua casca tem coloração esbranquiçada e as folhas são grandes, de verde intenso.






É considerada Sagrada. Na Índia, as pessoas adoram esta árvore, vagando entre suas poderosas raízes aéreas e juntamente à oliveira e à videira simbolizam a fartura e a imortalidade. Os antigos egípcios utilizavam à figueira em rituais de iniciação, pois ela representava a sabedoria religiosa. No budismo, a figueira passou a ser o eixo do mundo, pois para os budistas, ela simboliza aprendizado, imortalidade e iluminação.
O deus hindu Vishnu nasceu sob a sombra de uma figueira-da-índia, e acredita-se que aquele que duvidar e danificar ou cortar uma delas despertará a ira dos deuses e será punido com a morte.

Um comentário:

  1. Boa tarde, não me sabe indicar onde posso encontrar um espécime desta arvore em Portugal? Cumprimentos

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