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terça-feira, 5 de março de 2013

ROSAS



Muitos versos, poemas e músicas foram escritos sobre as rosas. Com certeza milhares deles.

Mas como se cultivam as rosas? Onde se cultivam as rosas? No mundo inteiro. Todos que já 
ganharam ou já deram um buquê de rosas sabem que ela está presente na vida de quase todos nós, desde os antigos roseirais das avós a modernos e caros projetos paisagísticos, sendo um dos negócios mais rentáveis do universo das plantas.

A rosa (Nome botânico: Rosa Spp) é uma das flores mais populares no mundo, cultivada desde a antiguidade. A primeira rosa cresceu nos jardins asiáticos (Origem: provável chinesa) há 5.000 anos. Na sua forma selvagem, a rosa é ainda mais antiga. Fósseis de rosas datam de mais de 35 milhões de anos.

Cientificamente, as rosas pertencem à família Rosaceae e ao gênero Rosa L., com mais de 100 espécies, e milhares de variedades, híbridos e cultivares. São arbustos ou trepadeiras, providos de acúleos. As folhas são simples, partidas em 05 ou 07 lóbulos de bordos denteados. As flores, na maior parte das vezes, são solitárias.

Atualmente, as rosas cultivadas estão disponíveis em uma variedade imensa de formas, tanto no aspecto vegetativo como no aspecto floral. As flores sofreram diversas modificações de cruzamentos ao longo dos séculos para que adquirissem características mais conhecidas: muitas pétalas, forte aroma e cores mais variadas (fala-se em algo em torno de 2.000).

As alturas variam conforme o tipo da roseira, podendo ser até 0,60m (mini roseiras), até 1,20m (híbridas) podendo chegar até mais de 3,0m (trepadeira). As mini-roseiras produzem flores pequenas, as chamadas híbridas de chá tem flores grandes. Roseiras podem produzir uma rosa por ramo, grupos de 03 a 05 e em maior número, chamados de cachos. A maioria das rosas é perfumada. O florescimento acontece do final do inverno até o outono.

As rosas demandam atenção de quem quer mantê-las em casa, seja no jardim ou mesmo em corte num vaso. Veja abaixo algumas recomendações de especialistas para cuidar de sua
planta:

A roseira deve ser cultivada ao sol para que produza muitas flores. Solos argilosos e férteis parecem ser a sua preferência, embora necessite de solo com boa drenagem. Para plantar, abra uma cova e prepare o solo, deixando repousar algumas semanas antes do plantio. Coloque no fundo areia de construção para garantir que haja a drenagem. Faça uma mistura de húmus de minhoca com adubo animal, cerca de 2 kg/cova. Nesta mistura adicionar 200 gramas de farinha de ossos, misturar bem e aguardar o plantio.


O espaçamento para as mini-roseiras é de 0,30m entre plantas numa mesma linha, para roseiras híbridas de chá entre 0,50 e 0,60m e para trepadeiras, silvestres e híbridas é de 1,0m entre as plantas. Após plantar a muda não deixar de colocar o sarrafo para evitar que a muda tombe com ventos fortes. A roseira necessita rega constante, mas o solo não deve ficar empapado – é preciso ter uma boa drenagem. Apenas a terra deve ser molhada, evitando-se cobrir a parte aérea com água.

 A Poda

Existem dois tipos principais de poda que devem ser realizados em uma roseira: de formação e limpeza, também chamada de manutenção. Ambas devem ser feitas com uma tesoura de poda bem afiada e limpa, para não esmagar o tecido vascular da planta, o que pode promover a entrada de fungos indesejados. O corte é sempre feito na diagonal.

A poda de formação tem como objetivo dar à planta uma forma equilibrada e produtiva, com boas condições de arejamento. Geralmente é executada no início do cultivo, com a roseira em formação, e repetida anualmente, de preferência durante o inverno. Na poda de limpeza, a finalidade é eliminar ramos improdutivos ou mortos. Deve ser realizada sempre que houver folhas ou flores murchas.

Iluminação e temperatura

A planta deve receber sol direto, evitando sombra, cantos escuros e ambientes internos. A temperatura ideal para o bom desenvolvimento da rosa é amena, sem calor ou frio extremo.

Pragas e doenças

Fungos como míldio, pinta preta, oídio, Botrytis e ferrugem são os principais causadores de doenças em roseiras. Seu aparecimento é favorecido pelo excesso de umidade. Para combatê-los, podem ser usados fungicidas específicos com pulverizações regulares.

Entre as pragas mais comuns estão ácaros, pulgões, tripes, larva minadora e cochonilha. O controle é feito por inseticidas específicos, registrados para a cultura da rosa. A rotação desses inseticidas também é importante, para evitar a resistência cruzada. Uma alternativa menos tóxica é a calda de fumo, feita em casa e borrifada na planta.

Rosas de corte

Em vasos com água, as rosas duram de uma semana a dez dias, dependendo da condição em que elas estão. Lugares abafados e quentes não são recomendados. Temperatura amena, luz indireta e o corte diário em diagonal da ponta da haste em contato da água ajudam a manter a planta. A água deve ser trocada a cada dois dias, no máximo. Uma colher (chá) de açúcar adicionado à água do vaso também favorece a duração da planta.

Hoje em dia existe uma grande variedade de formas e cores desta flor tão cheia de simbolismo.

As rosas são flores que celebram o amor, a compaixão e o carinho. Elas são flores lindas e enfeitam qualquer varanda com delicadeza e sofisticação. Trate as roseiras com muito carinho e dedicação, pois elas são plantas que precisam de atenção como se fossem delicadas damas, que melhor representam o amor.

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